De acordo com a nota divulgada pela Santa Casa, a unidade passa por sérios gargalos orçamentários provocados pela demora na transferência dos recursos estaduais. A instituição argumenta que o último repasse efetuado ocorreu no mês de julho, sendo referente ainda às competências de abril. O atraso, segundo a gestora, compromete diretamente o fluxo de caixa necessário para manter a estrutura operacional em dia. A entidade fez questão de ressaltar que a Prefeitura de Cruz das Almas não possui gerência sobre o contrato nem cota de responsabilidade nos repasses.
Para evitar a paralisação completa do tratamento renal dos pacientes, a administradora informou ter adotado medidas emergenciais. Entre as ações executadas estão a compra de peças importadas de elevado custo para a manutenção das máquinas de diálise e o estabelecimento temporário de um quarto turno de atendimento. A expectativa apresentada pela Santa Casa é que, com a conclusão dos reparos nos equipamentos em até cinco dias, a clínica volte a funcionar na rotina padrão de três turnos.
Por outro lado, a Sesab rebateu integralmente as alegações de atraso financeiro. A secretaria assegurou que as obrigações contratuais estão rigorosamente em dia, cumprindo o cronograma administrativo regular, e que não existe justificativa orçamentária para qualquer interrupção ou queda na qualidade da assistência prestada na unidade.
O órgão estadual enfatizou que a manutenção corretiva e preventiva do maquinário é obrigação exclusiva da Santa Casa de Serrinha, conforme prevê o termo firmado entre as partes, cabendo ao município apenas a definição sobre a ocupação do imóvel. Diante da situação, a Sesab confirmou ter notificado a entidade gestora para restabelecer o funcionamento de 100% dos equipamentos no menor tempo possível, sob pena de adoção de medidas judiciais para garantir o direito dos pacientes à continuidade do tratamento.
Matéria por: Gustavo Oliveira - Editor Chefe

