Primeiros reflexos do fenômeno El Niño no Recôncavo
A redução acentuada nas precipitações pode estar associada aos sinais iniciais do El Niño. O evento climático é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, alterando o padrão dos ventos e das correntes marinhas e afetando a distribuição de temperaturas e chuvas em escala global.
Na região do Recôncavo Baiano, o fenômeno tende a tornar o regime pluviométrico mais instável e imprevisível. A dinâmica favorece o prolongamento dos períodos de estiagem, intercalados por pancadas de chuva concentradas em curtos intervalos de tempo. Diferente do semiárido baiano, que enfrenta secas severas por conta de bloqueios atmosféricos, a faixa do Recôncavo ainda recebe umidade dos ventos costeiros, porém com volumes reduzidos em relação às médias históricas.
Previsão sugere maior instabilidade nos próximos meses
Apesar dos impactos serem sentidos de forma moderada neste início de instalação, a tendência é de intensificação no segundo semestre. A expectativa é que o pico de atuação do El Niño ocorra entre novembro deste ano e janeiro do próximo ano, período em que são esperados maior irregularidade na distribuição das chuvas, elevação nas temperaturas e sensação de abafamento na região.